I
PARTE
São
tantas palavras loucas
Que
vertem de minha boca
Verdadeiras,
eu as sinto assim
Parecem
não ter fim...
É
certo que doem... dói saber
Que
quase sempre me fazem sofrer.
Mas
onde a culpa, se não as minto
Ao
revelar meus sentimentos?
II PARTE
Ao
despertar da lua
Rabisco
em versos, esperanças nuas
Que
em minhas faces fazem-se existir
-
Lábios que sonho em possuir -
Arde
a pele, anula a consciência...
Eu,
te esperarei, tenho paciência!
Traga-me
rosas rubras e perfumadas
Para
vestir-me com pétalas aveludadas.
Ah,
esse insano querer, essa doce loucura!...
Fantasias
que mais se parecem com tortura.
III
PARTE
Sei,
tem um beijo guardado para mim
Que
eu o desejo com grandeza sem fim.
Têm
mãos afoitas e determinadas...
Como
brasas vivas percorrem tua pele enluarada.
Tem
um vulcão adormecido em algum lugar
Esperando
uma única fagulha para estourar...
Abstrato
amor, lavas de desejo, paixão...
Uma
poção de mim sem lógica ou razão.
Denize Maria.
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